domingo, 20 de setembro de 2009

[Álbum de Fotos] Leste Europeu

Vejam as fotos da nossa ma-ra-vi-lho-sa viagem pelo Leste Europeu - Praga, Salzburgo, Viena e Budapeste.

Praga, República Tcheca

Ábum de fotos de Praga, República Tcheca

Salzburgo, Áustria

Ábum de fotos de Salzburgo, Áustria

Viena, Áustria

Ábum de fotos de Viena, Áustria

Budapeste, Hungria

Ábum de fotos de Budapeste, Hungria

O Regresso - Leste Europeu

Praga, Salzburgo, Viena e Budapeste (05 a 18 de setembro de 2009)


A viagem foi ma-ra-vi-lho-sa! Não deu nada errado e tudo saiu dentro do planejado.

O que dizer desta viagem? Foram quatro cidades visitadas em três países diferentes ao longo de 14 dias. E o que encontramos pelo caminho? Muitas coisas...
  • 3 línguas: tcheco, alemão e húngaro;
  • Cerveja, e das boas;
  • Música, muita música;
  • Arte por todos os lados;
  • História;
  • Igrejas :-);
  • 2 dias (apenas) de chuva;
  • Fumantes (cigarro – o mal do século);
  • Chocolate;
  • Turistas;
  • Saudades.
Muitos me perguntam qual foi a cidade que mais gostei e eu respondo: todas! Acreditem, eu não posso responder à esta pergunta, seria injusto, pois cada cidade tem o seu estilo, o seu valor e um motivo especial para eu ter incluído em meu roteiro. Todas foram planejadas e desejadas de serem visitadas, mas não posso negar: a Hungria era especial. Durante o planejamento e principalmente durante a viagem, era por ela que o meu coração batia forte.

Bem, prefiro resumir assim:
  • Praga, só turistas;
  • Salzburgo, cidade modelo;
  • Viena, a elite; e
  • Budapeste, diferente. Ah Budapeste, você estará sempre bem guardada no meu coração.


    A seguir, o dia-a-dia no Leste Europeu by Mel.



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Budapeste, Hungria – Dia 14 (Último dia)

Budapeste (14 a 18 de setembro de 2009)


Dia 14 (18/09 – sexta-feira)

Lugares visitados:


- Basílica de Santo Estevão (St. Stephen’s Basilica)

Hoje é o dia de voltar pra casa e já estamos de malas prontas. Como nosso vôo era só no final do dia, aproveitamos para visitar a Basílica de Santo Estevão, erguida entre 1851 e 1905, em formato de cruz grega. Seu domo central pode ser visto de qualquer lugar da cidade.

Basílica de Santo Estevão Basílica de Santo Estevão

O interior da Basílica é gigantesco e impressionante. Tivemos a oportunidade de visitar um salão com fotos da igreja, que foi atingida por bombas, durante a Segunda Guerra Mundial. Como tiveram coragem de atingi-la com bombas e matar pessoas??

Andamos mais um pouco pelas margens do Danúbio e almoçamos perto do hotel. Agora só nos resta ir pro aeroporto e embarcar pro Brasil.

Da janela do avião, o Danúbio vira uma linha fina e a Hungria fica ainda menos do que é. Falta ar, o peito aperta e dá aquele nó na garganta. Apesar da saudade de casa e de Anabela não foi fácil encarar a volta. Parte de mim ficava para trás, era chegada a hora de voltar.

Voltando pra casa...


Preços:
Almoço do dia: 3500 Ft por pessoa
Sorvete: 200 Ft por pessoa
Shuttle Hotel-Aeroporto Budapeste: 5000 Ft por pessoa

Cotação: 1 Euro = 268 Ft


Vinhos para trazer da Hungria:
Tokay
Villany
Eger

Cidades para visitar na Hungria, além de Budapeste:
Szentendre
Pécs
Eger
Tokaj

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Budapeste, Hungria – Dia 13

Budapeste (14 a 18 de setembro de 2009)

Dia 13 (17/09 – quinta-feira)

Lugares visitados:


- Arredores de Budapeste de bonde
- Shopping de Budapeste
- Compras no mercado

Para a nossa surpresa, quando acordamos e olhamos a janela, estava chovendo. No dia que deixamos para ir na Termas!! Inacreditável. Não só chovia como também fazia um pouco de frio. Claro que não rolou banho de piscina.

Bem, como já tínhamos conhecido os principais pontos turísticos (aqueles sugeridos pelos guias) tive uma grande idéia: aproveitar o passe de metrô/bonde que nos restava e pegar um bonde, ir até o ponto final e trocar de bonde, ir até o ponto final e trocar de bonde e assim conhecer um pouco mais da cidade e do estilo de vida dos húngaros.

Começamos pelo lado de Peste. Andamos tanto (de bonde) que chegamos em um Shopping Center. Nossa, como as lojas são diferentes! E nunca vi uma praça de alimentação tão tumultuada. Nem tive vontade de comer… Tinha uma parte da cidade, que me pareceu ser o centro comercial, que me fez lembrar a Av. Rio Branco (no RJ), só que com prédios bem mais baixos e várias vias. Tem bonde e ônibus para todos os lados e muitos pontos de intersecção. Me pareceu eficaz.

Shopping Center em Budapeste

Depois partimos para o lado de Buda, até que encontramos um supermercado. Como todos sabem, eu adoro ir em supermercado quando esotu viajando, pois isso me faz sentir mais próxima do dia a dia das pessoas do lugar que estou visitando. Fizemos umas comprinhas para o nosso jantar, dessa vez no hotel. E não faltou vinho, pão e queijo! Hummmm foi maravilhoso!

Nossa última noite em Budapeste: jantar no quarto do hotel. Ficou uma graça o nosso improviso não?

Antes de dormir e aproveitando que a chuva deu uma trégua, fomos ver Budapeste iluminada. E olha que lindo a ponte das correntes!

Ponte das Correntes a noite, toda iluminada! Castelo de Buda a noite

Nessa hora eu senti uma certa tristeza, afinal era nossa última noite da viagem E em Budapeste. Meu coração ficou bem apertado e certamente uma parte de mim ficou ali. Se eu pudesse, congelaria o tempo para ter mais tempo olhando e memorizando toda a geografia do lugar e revivendo todas as emoções que ali senti.
Boa noite Budapeste! Boa noite Hungria!

Compras no mercado: 5077 Ft

Cotação: 1 Euro = 269 Ft

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Budapeste, Hungria – Dia 12

Budapeste (14 a 18 de setembro de 2009)

Dia 12 (16/09 – quarta-feira)

Lugares visitados:

- Parlamento (ParliamentOrszágház)
- Andrássy Boulevard (Andrássy ut.)
- Ópera (Hungarian State OperaMagyar Államo Operaház)
- Museu Franz Liszt (Ferenc Liszt Memorial MuseumLiszt Ferenc Emlékmúzeum)
- Praça dos Herois (Heroes Square)
- Castelo Vajdahunyad (Vajdahunyad Castle)
- Termas Széchenyi (Széchenyi Spa Baths)

Como o dia de ontem foi bem puxado, não tardamos a dormir e mais uma vez acordamos sem pressa, descansados. Nossa meta de hoje era visitar o Parlamento por dentro. Percorremos o mesmo caminho de ontem, pela Belgrád Rakpart, às margens do Danúbio. Mais uma vez o dia estava ensolarado e não pudemos deixar de sentar em um dos inúmeros bancos dispostos ao longo da via e simplesmente curtir o dia.

Mel e Leo curtindo a manhã em Budapeste…

Nos arredores de Budapeste, a caminho do Parlamento, sentamos em um dos inúmeros bancos nas margens de Budapeste e simplesmente desfrutamos a manhã

 

Chegamos ao Parlamento e mais uma vez havia fila, no entanto resolvemos enfrentá-la, afinal, não dava para ir embora sem visitar este lindo edifício por dentro. Na verdade, essa fila é para comprar o ingresso para um determinado horário de visitação, que só pode ser feita através de visita guiada. Enquanto eu esperava, li um pouco a respeito e descobri que este é o maior edifício da Hungria, com 268 metros de comprimento, 96 metros de altura e 691 aposentos! Construído entre 1884 e 1902, possui fachada neogótica mas segundo convenções do estilo barroco.

Para entrar ao edifício passamos por um detector de metais e nossas bolsas pelo raio x. Smiley surpreso  Depois de toda a burocracia, iniciamos nosso tour pelo prédio.

Na escada principal, logo de cara, tivemos a oportunidade de deslumbrar os afrescos de Károly Lotz e esculturas de Györgykiss. Lindo!

Interior do Parlamento - escadaria principal Interior do Parlamento - afrescos de Károly Lotz

Desta primeira sala chegamos ao interior do domo central (aquele de 96 metros de altura). Espetacular! Ali estão expostos a Coroa, o cetro e o orbe de Santo Estevão, o primeiro rei cristão da Hungria (1001-1038).

Interior do Parlamento - Domo central (de 96 metros de altura) visto por dentro. Espetacular! Interior do Parlamento - Coroa, cetro e orbe de Santo Estevão, o primeiro rei cristão da Hungria (1001-1038)

Depois chegamos ao Salão de tapeçaria, onde tem um grande tapete, com 9 metros de comprimento e 3 de largura, e contou com a ajuda de 30 mulheres, ficando pronto em 2 anos. Por último, passamos pelo Salão da Assembléia Nacional, muito utilizado pelos políticos do país.

Interior do Parlamento - Salão de Tapeçaria Interior do Parlamento - Salão da Assembléia Nacional

Do Parlamento fomos em direção à Ópera, na Andrássy Boulevard. Segundo informações, essa é uma das mais imponentes casas de opera da atualidade, aberta desde 1884. Foi construída em estilo neo-clássico e neo-renascentista e sua fachada é decorada com temas musicais.

Teatro Nacional de Ópera - é uma das mais imponentes casas de ópera dos dias atuais Teatro Nacional de Ópera - interior, no hall de entrada

Como sou apaixonada por música clássica, não pude deixar de visitar o Museu de Franz Liszt, numa casa construída em 1877 para ele morar. Infelizmente, não foi possível tirar fotos, mas fiquei emocionada em estar ali.

Após visitarmos esses dois locais, passeamos por esta avenida (inspirada em Boulevards da França), larga e extensa, de onde foi possível apreciar os inúmeros prédios construídos em diferentes estilos arquiteturais. Andamos por toda a Andrássy, até chegarmos na Heroes Square.

A Heroes Square é uma praça enorme situada na entrada do Parque da Cidade, uma grande área verde no lado Peste. Nesta praça, há um obelisco de 36 metros de altura e em seu topo uma estátua do arcanjo Gabriel segurando a coroa real húngara e uma cruz dupla apostólica. De um lado da praça, temos o Museu de Belas Artes, do outro o Museu de Artes Finas. Esta praça é muito arejada!

Em seguida, entramos no Parque da Cidade e passeamos por toda aquela área verde e descansamos à beira de um lago, nos fundos do Castelo Vajdahunyad. É muito agradável ficar por ali.

Hummmmm bateu aquela fome de leão e fomos almoçar num restaurante com buffet livre (inclusive bebidas - cerveja e vinho), por 2999 Ft! Comemos e bebemos muito e voltamos para o hotel rolando, mas antes fizemos mais uma caminhada pelo Parque da Cidade e olha que placa estranha encontramos pelo caminho. Será que bebemos tanto assim?!

Parque da Cidade - o que significa esta placa??

No caminho, encontramos a Termas Széchenyi, com banheiras construídas em 1913 e piscinas em 1927, em estilo neo-barroco. Seus poços foram descobertos em 1879 e estão entre os mais profundos e mais quentes da região (74-75o. celsius). Eles possuem toda a infraestrutura necessária para se passar o dia, com armário e toalhas. Que pena que não estávamos com roupa de banho! Mas voltaremos amanhã! Os preços variam entre 540-2400 Ft, dependendo do tempo que a pessoa irá passar na termas e se vai apenas na piscina e/ou usufruir a piscina.

De volta ao hotel, pois o nosso corpo pede cama!

 

Preços:

Interior do Parlamento: 2950 Ft por pessoa
Museu Liszt: 800 Ft por pessoa
Água para beber (1,5l): 350 Ft
Lanche: 1120 Ft por pessoa


Endereços:

Trófea Grill Étterem
1145 Budapeste, Erzsébet Királyné útja, 5
www.trofeagrill.com

Termas Széchenyi
Állatkérti Krt., 11 – Peste

 

Cotação do dia: 1Euro = 269 Ft

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Budapeste, Hungria – Dia 11

Budapeste (14 a 18 de setembro de 2009)

Dia 11 (15/09 – terça-feira)

Lugares visitados:

- Ponte das Correntes (Chain Bridge - Széchenyi Lánchíd)
- Castelo de Buda (Buda Castle - Budai Vár)
- Museu Histórico de Budapeste (Budapest History Museum – Budapesti Történeti Múzeum)
- Halászbástya (Fishermen’s Bastion)
- Igreja Matias (Mathias Church - Mátyástemplom)

 

Tive uma noite de sono ótima, apesar de eu ter dormido bem tarde, pois fiquei na Internet pesquisando sobre a Hungria, esse país que eu esperava tanto conhecer.

O café da manhã foi muito bom. Para o nosso primeiro dia em Budapeste, planejei visitar o Parlamento e o bairro do Castelo em Buda.

Antes do começar o dia, uma breve descrição de Budapeste: foi fundada em 1873, após a unificação de três cidades, Buda e Óbuda, na margem oeste do Danúbio, e Peste, na margem leste. Buda é em grande parte coberta por florestas e colinas e está associada, atualmente, a altos padrões de vida. Peste é a porção oriental, em geral plana e onde se situa o centro econômico da cidade.

Do hotel ao Parlamento, fomos andando pelas margens do Rio Danúbio. O dia estava lindo e a caminhada foi super agradável, por causa da via arborizada que percorremos, da paisagem de Buda que desfrutamos e da bela arquitetura da cidade que descobrimos. Caminhamos desde a Ponte Erzsébet (a Ponte da Rainha Elizabeth, a Sissi) até o Parlamento. Ao longo do caminho encontramos o Pesti Vigadó, um centro cultural para concertos e exposições, a Széchenyi Lánchíd, a famosa Ponte das Correntes sobre o Danúbio, ligando as duas partes da cidade, Buda e Peste,  e o Magyar Tudományos Akadémia, a Academia de Ciências, que longe da sua função original, oferece variados eventos culturais.

 Pesti VigadóSzéchenyi Lánchíd Magyar Tudományos Akadémia

 

Depois de uma longa caminhada, chegamos enfim ao Parlamento (Országház), o maior edifício da Hungria com 691 aposentos. Para nossa decepção, havia uma fila, grande e demorada, para entrar no prédio, cujo acesso só pode ser feito através de visita guiada. Ficamos na fila por um tempo, mas desistimos.

Parlamento

 

De volta à Ponte das Correntes, atravessamos o Danúbio em direção ao Castelo de Buda. Mais uma vez, estou sobre o Danúbio, dessa vez na Hungria, um dos países por onde esse rio passa.

Eu sobre o Danúbio, na Hungria

 

Do outro lado do rio, em Buda, tivemos acesso ao Funicular do Castelo, uma espécie de carro, puxada por cabos para o transporte de passageiros ou carga em encostas. Esse Funicular liga a parte baixa de Buda ao bairro do Castelo. Compramos tickets de ida e volta e custou 1450 Ft (por pessoa). Foi um passeio bem rápido mas divertido :). Saímos doFunicular de Buda Funicular na praça central entre o Sándor Palace e o Castelo de Buda, de onde tivemos uma vista panorâmica de toda Budapeste. Espetacular! É impressionante o tamanho do Parlamento, que toma conta de toda a paisagem.

É chegada a hora da visitação ao Castelo de Buda (ou Palácio Real), o castelo histórico dos reis da Hungria. Os interiores do Castelo foram totalmente destruídos durante a Segunda Guerra Mundial e a sua reconstrução se deu a partir da década de 50. Entre as ruínas foram descobertos vestígios do palácio gótico do século 15, quando se iniciaram pesquisas arqueológicas para desenterrar os restos do castelo medieval.

No Palácio Real, está localizado o Museu Histórico de Budapeste, que narra a evolução da cidade desde sua origem romana. São inúmeros andares dedicados aos diversos períodos da história com todos os tipos de peças. Há também uma parte subterrânea, câmaras da Idade Média, descobertas e recriadas depois da destruição do Castelo durante a guerra. O ingresso custou 2600 Ft.

Depois de muitos corredores e história, seguimos rumo à Igreja de São Matias, mas antes paramos para um lanchinho. Comi uma torta de nozes deliciosa e um café expresso. O Leo comeu algum salgado e uma bebida. O lanche custou 2010 Ft. Nossos corpos já apresentam sinais de cansaço da viagem, por isso essas paradas são essenciais.

Visitamos a Igreja de São Matias e o que mais chama a atenção é o telhado de azulejos coloridos. É fantástico! A parte externa da Igreja estava em restauração, mas isso não nos impediu de deslumbrar a beleza da arquitetura neogótica. O interior, em estilo gótico, é incrivelmente belo, onde as colunas, paredes e tetos são todos pintados à mão, dando um efeito de papel de parede ou tapeçaria.

Depois dessa igreja, circulamos pelas ruas de Buda e tomamos sorvete.

Igreja de São Matias Igreja de São Matias

 

Descemos de volta à Peste e almoço-jantamos na beira do Rio Danúbio, num Étterem** bem simpático. Como a maioria dos estabelecimentos, este não aceitou cartão, apenas dinheiro, Forint (nem Euro aceitava).  Experimentei o Paprikás. O almoço-jantar custou 8000 Ft (incluindo cerveja e sobremesa, para nós dois).

** Há dois tipos comuns de restaurantes na Hungria: o étterem, que serve diversos pratos da cozinha local e internacional, e o csárda, espécie de taverna que oferece especialidades típicas do país.

Observando as árvores, é visível a marca do outono, que chega no dia 21/09. As folhas já perdem o verde e caem. Algumas árvores já estão quase sem folhas.

Cotação do dia:
€1 = 270 Ft

Ufa! De volta ao hotel.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DE Viena, Áustria PARA Budapeste, Hungria - Dia 10

Budapeste (14 a 18 de setembro)
Dia 10 (14/09 – Segunda-feira)

Hoje o Leo foi o primeiro a levantar; abriu a janela e disse “está chovendo”. A princípio, pensei que fosse brincadeira (sabem como é o jeito dele de ser brincalhão), mas não era!
 
I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!!!! Chuva justamente no dia do barco?! Fiquei arrasada, estava ansiosa e muito, por este dia, e com chuva? Mas, vamos lá…

Fomos autorizados pelo hotel a tomar o café da manhã um pouco antes do horário, por conta da nossa viagem. Quando saímos do hotel estava aquela garoazinha e não tínhamos guarda-chuva. Bem, não resolveria ter um, pois eu estava arrastando duas malas (uma de roupa e outra de lembranças: boneca de porcelana, taças de cristal de Praga, quebra-cabeça de Salzburgo, e mais umas outras coisinhas). Como já tínhamos percorrido o caminho de metrô, chegamos com muita tranquilidade na estação de barco. O procedimento de check-in foi idêntico ao do avião: os documentos foram apresentados e verificados, as bagagens despachadas e o bilhete de embarque emitido. Tudo muito organizado. Seguimos para a fila de embarque e a essa hora não estava mais garoando, apenas ventava frio.
 
Este é o nosso barco: Solyóm III 
 
Quando iniciou o embarque, meu coração bateu forte. Meu sonho estava sendo realizado!
 
Nossa viagem começou às 9h. O barco balançou muito pouco; a sua velocidade era bem alta. Aproximadamente depois de meia hora de viagem, fizemos a primeira parada para esperar o nível do rio baixar. Ficamos parados quase uma hora. Na verdade, não conseguimos entender bem o porque da parada, pois tudo era anunciado em húngaro, alemão e inglês (não muito audível). Depois de um tempo parada, sem entrar nenhum passageiro (eu sabia que tinha uma parada para esse fim) e sem saber o que estava acontecendo, foi que percebi o paredão ao meu lado e entendi tudo. Quando o nível baixou quase na sua totalidade, um grande portão lá na frente se abriu majestosamente e seguimos viagem. Houve uma segunda parada pelo mesmo motivo, aproximadamente duas horas depois.
 
“11:23h – navegando pelo Danúbio, rumo a Budapeste, o sol ameaça aparecer. Ouço a valsa Le beau Danube bleu (Danúbio Azul) de Strauss. No ritmo da valsa, dançamos na correnteza do rio, acompanhados do bater das asas de um passáro, voando ao lado do barco. Para entrar no clima húngaro, ouço algumas composições de Liszt.”
 
1a. parada, que durou quase uma hora, para esperar o nível do rio baixar e seguirmos viagem. Quando chegamos, estávamos lá em cima, na marca da água
 
 
Por volta de 13:30h a fome apertou e muito; tentamos comer algo do serviço de bordo. Eu comi um sanduíche de linguiça com páprica e o Leo uma batata chips. O  serviço não era grande coisa e era pago (em euro ou Florim (ou Forint)). Pelo sanduíche, duas bebidas e a batata chips, pagamos €17. Um absurdo! Eram poucas as opções para forrar o estômago. A partir de então, torcemos para viagem acabar.
 
Batata Chips Húngara - Comemos no barco, a caminho de Budapeste.
 
 
Depois de 280km percorridos e 6 horas de viagem vejo ao longe o Parlamento. Minha respiração fica mais rápida e meu coração acelera. Estou chegando na Hungria!!
 
Chegando a Budapeste - ao fundo, o Parlamento
 
 
O Parlamento!
 
O Parlamento O Parlamento
 
 O Parlamento O Parlamento O Parlamento
 
 
O desembarque foi tranquilo. Ruim foi subir a escada íngreme e estreita (não era rolante) até a sala de desembarque com as malas super pesadas e sem comer. Como sempre, em situações extremas eu começo a rir :-) O Leo quem carregou as malas pra cima. Ahahahahahah...
 
Na sala de desembarque...
 
...ficamos parados olhando ao redor, com aquela cara “e agora?” Se foi ruim ao chegar em Salzburgo, por causa do alemão, foi ainda pior, com o húngaro. Eu sabia o que tínhamos que fazer, pois eu tinha anotado em meu diário a rota desde o desembarque do barco até o hotel. No entanto, eu não tinha a menor noção da distância. Será que dava para fazer a pé, com todas aquelas malas? Tentei, sem sucesso, me comunicar com um taxista, e para completar, estava um caos de pessoas e carros na porta do desembarque. Optamos por sair dali e iniciar uma caminhadinha pelas ruas. Encontramos um Centro de Informações Turísticas, com pessoas falando muito bem (pelo menos pra mim) o inglês. Mostrei o endereço do hotel e o informante sinalizou que dava para ir a pé e nos deu um mapa. Nos explicou sobre o passe de metrô e bondes, e principalmente, onde comprar a moeda húngara (florim ou forint), pois a Hungria ainda não aderiu ao Euro, apesar de fazer parte da União Europeia. O país tem até 2014 para aderir a moeda.
Iniciamos então nossa via crucis até o hotel, que comparado à Viena, foi molezinha. Quando chegamos ao hotel, nem acreditamos, era show de bola! Lindo. Confortável. Limpo. Atendentes educados. E muito bem localizado!! Adoramos! Fechamos a saga “Hotel” com chave de ouro. E o Leo, fez a sua entrada triunfal: com uma mala grande em cada mão, ao abrir as portas da entrada, arrastou consigo a lixeira. Foi um barulhão. Ui ui. Todos na recepção olharam. E eu, como sempre, gargalhando, ahahahahahahah.
Fiquei tão feliz ao chegar no quarto! Trocamos de roupa e saímos em busca de um lugar para almoçar o jantar. Primeiro, trocamos o dinheiro. Logo em frente ao hotel tinha uma casa de câmbio confiável.
 
Como de praxe, comi mais um Goulash e tomei uma cervejinha. Hummmmmmm. Gastamos 6300 Ft (forint), equivalente a €23.
 
Um brinde à Hungria!!!
 
 Hora do almoçoHora do almoço
 
 
 
Nosso hotel:
Promenade City Hotel
Vácu utca 22, Budapest 1052
 
Valor da diária (casal): 97 Euros

Chegando em Budapeste, Hungria

Queridos companheiros (virtuais) de viagem,

chegamos na Hungria! Estou emocionada!

A paisagem é linda, os prédios antigos, a cultura diferente e uma língua que não dá para entender, o que deixa o passeio mais divertido.

A viagem de barco foi ótima.

Vamos tentar trocar dinheiro (de euro para florin) e almoçar.

bjs bjs

domingo, 13 de setembro de 2009

Viena, Áustria – Dia 9

Viena (10 a 14 de setembro)

Dia 9 (13/09 – Domingo)

Lugares visitados:

- Stephansdom (St. Stphen’s Cathedral);
- Museu de História da Arte (Museum of Fine ArtsKunsthistoriches Museum);
- Parlamento (ParliamentParlament);
- Rathaus (Town Hall);
- Museu Esperanto (Esperanto MuseumKunstsprache Esperanto);
- Belvedere (Belvedere PalaceSchloss Belvedere);
- MuseumsQuartier Wien.

 

Hoje foi o nosso último dia em Viena; amanhã partiremos para Budapeste.

Começamos o dia com um passeio tranquilo: visitando uma (outra) igreja! :-) Stephansdom é a principal igreja da Áustria, com um magnífico telhado de azulejos vitrificados. Da construção original em estilo românico, restam apenas o Portão dos Gigantes e as Torres Pagãs. A nave, o coro e as capelas laterais foram construídos em estilo gótico, e a Sacristia Inferior, em estilo barroco.

Stephansdom (St. Stphen’s Cathedral)

 Stephansdom (St. Stphen’s Cathedral) Stephansdom (St. Stphen’s Cathedral) - Portão dos Gigantes e Torres Pagãs Stephansdom (St. Stphen’s Cathedral) - linda escultura em uma das torres

 

As belas pinturas no interior desta igreja me inspiraram para a próxima visita: o Museu de História da Arte. Como terminei recentemente um curso de história da arte, não poderia deixar de visitar esse Museu. Por fora, majestoso, por dentro, um luxo. Grande parte do acervo é formado pelas coleções reunidas pelos Habsburgos. Tive a oportunidade de ver de perto telas de Rafael, Rubens, Rembrandt, Vermeer e Velázquez. Fiquei deslumbrada, principalmente quando uma das telas eu já tinha visto em livros. Ver assim de perto é muito mais real e emocionante!

 Museu de História da Arte

 Museu de História da Arte - bem de perto Museu de História da Arte - vejam detalhes das esculturas!

Museu de História da Arte - que interior luxuoso Museu de História da Arte - detalhes do acabamento internoMuseu de História da Arte - uma das obras do acervo

 

Ah, antes de chegar no Museu de História da Arte, nos deparamos com uma feira enorme de produtos típicos, nos jardins do Hofburg. Grandes tendas vendendo todo tipo de coisa para comer. Uma ótima oportunidade de comer algo diferente da região. Claro que eu comi! :)

Uma paradinha para comer, a caminho do Museu de História da Arte

 

Nossa tarde começou com uma caminhada pelos arredores do bairro Innere Stadt (onde está localizado o Hofburg, Museus de História Natural e de História da Arte e o Museum Quartier), passando pelo Parlamento e descansando nos jardins de Rathaus. O Parlamento é um edifício em estilo clássico, construído à semelhança do Parthenon em Atenas. E o Rathaus, é um dos maiores edificios públicos da Áustria, com mais de 1500 cômodos. Claro que nós não passeamos pelos cômodos, preferimos descansar nos jardins ;-)

 Parlamento ParlamentoRathaus, visto do jardim

 

Para fechar o dia com chave de ouro, tomamos um bonde e passeamos por Viena, até chegarmos ao Belvedere. Uma forma legal e econômica de conhecer uma cidade é andar de bonde ou ônibus. O passeio foi super legal e vimos muita coisa, além do movimento rotineiro das pessoas pelas ruas.

Passeando de bonde, rumo ao Belvedere Passeando de bonde, rumo ao Belvedere

 

Ih, esqueci de comentar nossa visita ao Museu do Esperanto… na verdade não tem muito o que comentar… nem sei porque aceitei a proposta do Leo.  Não tem falando nada em nenhum guia... acho que ficamos uns 15 minutos, no máximo, lá dentro. Tá explicado porque esqueci de falar dele, né… :-)

Voltando ao Belvere: foi construído para ser a residência de verão do príncipe Eugênio de Savóia e está situado numa suave colina; é constituído de dois palácios ligados por um jardim em estilo francês.

Belvedere, jardim em estilo francês

O imenso jardim ocupa três planos interligados por duas elaboradas cascatas. Situado na parte mais alta da colina, o Belvedere Superior tem uma fachada mais elaborada que o Belvedere Inferior, com ornamentação de pedra, estátuas e balaustradas.

Belvedere Superior e cascatas Belvedere Superior

 

O Belvedere é lindoooooooo! Não dá vontade de sair de lá. Andamos e andamos; descansamos no jardim; andamos de novo. Foi o melhor passeio do dia!

Belvedere

 

Comemos pizza hoje, e foi melhor que a pizza de Salzburgo, mas a de Praga está ganhando. Confiram no ranking.

Adeus Viena! Espero retornar um dia.

 

Ingressos (preços por pessoa):

Museus de História da Arte: €9,00
Museu do Esperanto: €2,70