segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DE Viena, Áustria PARA Budapeste, Hungria - Dia 10

Budapeste (14 a 18 de setembro)
Dia 10 (14/09 – Segunda-feira)

Hoje o Leo foi o primeiro a levantar; abriu a janela e disse “está chovendo”. A princípio, pensei que fosse brincadeira (sabem como é o jeito dele de ser brincalhão), mas não era!
 
I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!!!! Chuva justamente no dia do barco?! Fiquei arrasada, estava ansiosa e muito, por este dia, e com chuva? Mas, vamos lá…

Fomos autorizados pelo hotel a tomar o café da manhã um pouco antes do horário, por conta da nossa viagem. Quando saímos do hotel estava aquela garoazinha e não tínhamos guarda-chuva. Bem, não resolveria ter um, pois eu estava arrastando duas malas (uma de roupa e outra de lembranças: boneca de porcelana, taças de cristal de Praga, quebra-cabeça de Salzburgo, e mais umas outras coisinhas). Como já tínhamos percorrido o caminho de metrô, chegamos com muita tranquilidade na estação de barco. O procedimento de check-in foi idêntico ao do avião: os documentos foram apresentados e verificados, as bagagens despachadas e o bilhete de embarque emitido. Tudo muito organizado. Seguimos para a fila de embarque e a essa hora não estava mais garoando, apenas ventava frio.
 
Este é o nosso barco: Solyóm III 
 
Quando iniciou o embarque, meu coração bateu forte. Meu sonho estava sendo realizado!
 
Nossa viagem começou às 9h. O barco balançou muito pouco; a sua velocidade era bem alta. Aproximadamente depois de meia hora de viagem, fizemos a primeira parada para esperar o nível do rio baixar. Ficamos parados quase uma hora. Na verdade, não conseguimos entender bem o porque da parada, pois tudo era anunciado em húngaro, alemão e inglês (não muito audível). Depois de um tempo parada, sem entrar nenhum passageiro (eu sabia que tinha uma parada para esse fim) e sem saber o que estava acontecendo, foi que percebi o paredão ao meu lado e entendi tudo. Quando o nível baixou quase na sua totalidade, um grande portão lá na frente se abriu majestosamente e seguimos viagem. Houve uma segunda parada pelo mesmo motivo, aproximadamente duas horas depois.
 
“11:23h – navegando pelo Danúbio, rumo a Budapeste, o sol ameaça aparecer. Ouço a valsa Le beau Danube bleu (Danúbio Azul) de Strauss. No ritmo da valsa, dançamos na correnteza do rio, acompanhados do bater das asas de um passáro, voando ao lado do barco. Para entrar no clima húngaro, ouço algumas composições de Liszt.”
 
1a. parada, que durou quase uma hora, para esperar o nível do rio baixar e seguirmos viagem. Quando chegamos, estávamos lá em cima, na marca da água
 
 
Por volta de 13:30h a fome apertou e muito; tentamos comer algo do serviço de bordo. Eu comi um sanduíche de linguiça com páprica e o Leo uma batata chips. O  serviço não era grande coisa e era pago (em euro ou Florim (ou Forint)). Pelo sanduíche, duas bebidas e a batata chips, pagamos €17. Um absurdo! Eram poucas as opções para forrar o estômago. A partir de então, torcemos para viagem acabar.
 
Batata Chips Húngara - Comemos no barco, a caminho de Budapeste.
 
 
Depois de 280km percorridos e 6 horas de viagem vejo ao longe o Parlamento. Minha respiração fica mais rápida e meu coração acelera. Estou chegando na Hungria!!
 
Chegando a Budapeste - ao fundo, o Parlamento
 
 
O Parlamento!
 
O Parlamento O Parlamento
 
 O Parlamento O Parlamento O Parlamento
 
 
O desembarque foi tranquilo. Ruim foi subir a escada íngreme e estreita (não era rolante) até a sala de desembarque com as malas super pesadas e sem comer. Como sempre, em situações extremas eu começo a rir :-) O Leo quem carregou as malas pra cima. Ahahahahahah...
 
Na sala de desembarque...
 
...ficamos parados olhando ao redor, com aquela cara “e agora?” Se foi ruim ao chegar em Salzburgo, por causa do alemão, foi ainda pior, com o húngaro. Eu sabia o que tínhamos que fazer, pois eu tinha anotado em meu diário a rota desde o desembarque do barco até o hotel. No entanto, eu não tinha a menor noção da distância. Será que dava para fazer a pé, com todas aquelas malas? Tentei, sem sucesso, me comunicar com um taxista, e para completar, estava um caos de pessoas e carros na porta do desembarque. Optamos por sair dali e iniciar uma caminhadinha pelas ruas. Encontramos um Centro de Informações Turísticas, com pessoas falando muito bem (pelo menos pra mim) o inglês. Mostrei o endereço do hotel e o informante sinalizou que dava para ir a pé e nos deu um mapa. Nos explicou sobre o passe de metrô e bondes, e principalmente, onde comprar a moeda húngara (florim ou forint), pois a Hungria ainda não aderiu ao Euro, apesar de fazer parte da União Europeia. O país tem até 2014 para aderir a moeda.
Iniciamos então nossa via crucis até o hotel, que comparado à Viena, foi molezinha. Quando chegamos ao hotel, nem acreditamos, era show de bola! Lindo. Confortável. Limpo. Atendentes educados. E muito bem localizado!! Adoramos! Fechamos a saga “Hotel” com chave de ouro. E o Leo, fez a sua entrada triunfal: com uma mala grande em cada mão, ao abrir as portas da entrada, arrastou consigo a lixeira. Foi um barulhão. Ui ui. Todos na recepção olharam. E eu, como sempre, gargalhando, ahahahahahahah.
Fiquei tão feliz ao chegar no quarto! Trocamos de roupa e saímos em busca de um lugar para almoçar o jantar. Primeiro, trocamos o dinheiro. Logo em frente ao hotel tinha uma casa de câmbio confiável.
 
Como de praxe, comi mais um Goulash e tomei uma cervejinha. Hummmmmmm. Gastamos 6300 Ft (forint), equivalente a €23.
 
Um brinde à Hungria!!!
 
 Hora do almoçoHora do almoço
 
 
 
Nosso hotel:
Promenade City Hotel
Vácu utca 22, Budapest 1052
 
Valor da diária (casal): 97 Euros

4 comentários:

  1. Estou indo com minha esposa passar alguns dias na Rota Praga-Viena-Budapeste. Confesso que este é um dos melhores relatos de viagem que já li. E tenho uma grata surpresa: reservamos o mesmo hotel em Budapeste. Marinheiros de primeira viagem, escolher o leste europeu deu um frio na barriga após ver que a língua poderia ser uma barreira, mas como este roteiro é um sonho antigo, não teve jeito: vamos encarar. Pena que acho que não há rota de barco no inverno de Viena a Budapeste. Vou continuar a leitura. Obrigado a vocês, novamente.

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  2. Daniel, vocês vão gostar bastante do hotel, e claro, do roteiro leste europeu, mas eu acho que vocês vão pegar um baita frio nesta época, pois tenho acompanhado as notícias sobre a região.
    Tenho certeza que será uma viagem inesquecível!
    Boa viagem!
    Abs,

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  3. Qual a Companhia de Barco vcs usaram? Foi a Budapest-Vienna Hydrofoil Lines? Vocês pagaram excesso de peso? Pois vi que o máximo por pessoa nos barcos é de 20Kg.

    Obrigada pelas dicas!!

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    1. Olá Livia,

      usamos a companhia DDSG Blue Danube (www.ddsg-blue-danube.at). Não pagamos excesso de peso (pelo menos nesta companhia) e viajei com duas malas grandes que estavam pesadinhas (rs). O Checkin e embarque é igualzinho ao de avião e você despacha as malas que não são de mão.

      Abraços!

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