terça-feira, 31 de maio de 2011

Normandia, França – Dia 2

França (30/05 – 02/06)
Dia 2  (terça-feira, 31 de maio de 2011) – Mont St-Michel e Praia de Omaha

Resumo informativo da viagem (todos os detalhes de hóteis, transportes, restaurantes, como circular, e etc.)

Álbum de fotos de Mont St-Michel e Praia de Omaha (da Lua de Mel)

 

Hoje fomos até Mont St-Michel e Praia de Omaha, na Normandia, um passeio com belíssimas paisagens, muita história e fortes emoções.

** A Normandia, à Oeste da França, é uma região de pastagens viçosas, pomares de macieiras, vacas, sidra e queijos. Dentre as atrações da região, destaca-se a impressionante ilha-mosteiro de Mont St-Michel.

O litoral da Normandia é banhado pelas águas do Oceano Atlântico e do Canal da Mancha. Pelas praias da Normandia, as forças aliadas invadiram a França ocupada pelos alemães, em uma operação durante a 2a. Guerra Mundial. O primeiro dia da invasão ficou conhecido como Desembarque do dia D. **

Ontem fomos dormir bem tarde por causa do nosso jantar e hoje tivemos que acordar muito cedo para viajar, o que nos deixou muuuuuuito cansados.

A primeira aventura do dia foi alugar um carro para ir até a Normandia. Na verdade, nós alugamos o carro (pré-reserva) ainda no Brasil, diretamente no site da Hertz. De metrô, fomos até a locadora, que descobrimos não ser uma locadora em si. O aluguel do carro era feito em uma loja de conveniências de um posto de gasolina e o atendente não falava inglês, o que dificultou, e muito, a nossa comunicação, além dele não saber bem preencher o formulário de aluguel de carro. Outra coisa bizarra: percebemos que a nossa habilitação internacional estava em português! Como assim, se é internacional não deveria estar pelo menos em inglês?! Aí que o atendente não conseguiu mesmo identificar o número da habilitação. Ele pediu então a carteira de habilitação original, o que foi ainda pior, pois ele não entendia o porque de tantos números no documento (CNH, ID e CPF). Como ele era o único atendente na loja, a todo momento o nosso atendimento era interrompido pelas pessoas querendo pagar o combustível abastecido (já que ali era um posto de gasolina)… o processo para alugar o carro levou cerca de 30 minutos. Ele nos entregou a chave e o documento, e em francês disse onde estava o carro. A única coisa que entendi foi que o carro estava na rua atrás do posto. Saímos então olhando a placa de todos os corsas estacionados. :o)

Usando um GPS, conseguimos sair tranquilamente de Paris e pegar a estrada rumo à Mont St-Michel. A estrada era muito bem sinalizada e o GPS funcionou perfeitamente. Até St-Michel passamos por 4 pedágios, totalizando um custo de €28,60 (ida e volta) e paramos uma vez na ida e outra na volta para abastecer (quando atingimos meio tanque), totalizando um custo de €67. Em alguns trechos na ida, choveu bastante; e tanto na ida quanto na volta, sentimos muito sono, o que nos obrigou a revezar a direção. Ainda assim foi bem difícil manter o olho aberto, em especial na volta (houve momentos que até reduzi a velocidade, para o caso de um acidente, o estrago ser menor). Essa foi a pior parte da viagem e perigosa (pelo nosso sono). A viagem até lá durou cerca de 3 horas e meia, muito longa e cansativa, totalizando 7 horas viajando. Não recomendo!!!!

O que você tá fazendo Leozinho?? Olha pra estrada!

 

Depois de muita estrada e pastagens, vimos Mont St-Michel. Espetacular! Na gigantesca planície que percorremos, ele reina, imponente. Quanto mais próximo, mais bela é essa ilha rochosa.

Lá está ele, o Mont St-Michel!     A paisagem é tão peculiar que não canso de tirar fotos de St-Michel.

 

Outra coisa interessante é a estrada entre a ilha e o continente: quando a maré está cheia, as águas beiram a estrada. Só a ilha e a estrada não são cobertas pelas águas. Dá pra acreditar ou imaginar? Infelizmente, não vimos este fenômeno.

Maré baixa, faixa de areia visível e muitos turistas (vista do terraço Salto de Gautier).

 

Olha quanta água é preciso para cobrir toda essa faixa de areia em torno de St-Michel. Impressionante!

Maré baixa, faixa de areia vísivel (vista do Terraço Oeste).

 

O dia estava lindo, com sol forte e céu azul, mas a ventania atrapalhou bastante, fazendo muito frio. Como não é possível ir de carro até o mosteiro, deixamos o carro em um estacionamento bem próximo (€6) e fomos andando (quase 10 minutos). A entrada é paga (€9 por pessoa). Uma pequena vila se formou aos pés do mosteiro e uma única rua (Grande Rue) nos leva até ele. Nesta rua há inúmeros restaurantes e lojas de souvenirs. O lugar estava muito cheio de turistas e grupos de escola.

Grande Rue

 

Visitamos a Abadia, a Igreja e todo o interior do mosteiro. Esse passeio teve uma mistura de beleza arquitetônica e geográfica, o que nos deixou deslumbrados com tudo. Apesar disso, começamos a sentir o cansaço do corpo...

Detalhes da arquitetura...     Quando a maré está cheia, toda essa área fica coberta. Dá pra imaginar? Deve ser espetacular!

O Claustro é um exemplo de arquitetura anglo-normanda no início do século 13.

 

Procuramos um lugar para comer, estava tudo cheio e o atendimento foi bem ruim. Almoçamos crepe para não perder muito tempo, pois nossa viagem ainda não tinha terminado, com muita estrada pela frente, rumo à Praia de Omaha. Tivemos um pouco de dificuldade para configurar o GPS de Mont St-Michel até Praia de Omaha, afinal não tem um endereço fixo, mas conseguimos. O Leo foi dirigindo e eu aproveitei para dormir um pouco. O tempo de viagem entre St-Michel e Omaha foi de aproximadamente 1h e meia. Da estrada principal, saímos para uma secundária e depois para a secundária da secundária (rs). Nesta hora achamos que o caminho estava errado, pois não tinha placa sinalizando Omaha, além da estradinha ser estreita e não ter nada além de pastagens.

O que não faltou nessas estradas foi uma placa que nunca vimos na vida e passamos a viagem inteira “brincando” de “que placa é essa?” (rs) (rs) E a melhor resposta foi “Mina à frente!” (rs) (rs). O que o sono não faz com a gente, heim?

Mina à frente (rs). Que placa é essa?!

 

De repente, lá estava ela, a placa que esperávamos ansiosamente: Praia de Omaha e Cemitério Militar!

Finalmente uma placa para a Praia de Omaha E para o Cemitério Militar Americano, ufa ufa!

 

Nessa hora nos demos conta do horário, quando encontramos essa placa já eram 18:45h e o Cemitério que planejamos visitar fechava às 19h!!! O coração acelerou!! Imagina toda essa viagem e não conseguirmos concluir em sua plenitude? O tempo voou e a distância entre as placas pareciam enormes :o). Quando chegamos no cemitério eram 18:53h e ele ainda estava aberto!!!!! Rimos sem parar e claro, corremos pelo estacionamento (que o Leo fez o favor de parar o carro super longe).

18:45h...     18:47h...     18:48h...

Chegamos no cemitério às 18:53h!

 

Vocês devem estar se perguntando o porquê de tanta euforia para visitar um cemitério, né? Bem, não é um cemitério qualquer, é um Cemitério Memorial. Neste cemitério estão enterrados 9.387 soldados norte-americanos que desembarcaram e morreram na França, durante uma grandiosa operação na 2a. Guerra Mundial. Mas não foram só esses soldados que morreram não, foram bem mais, pois existem outros cemitérios do tipo nesta região. No entanto, foi nessa praia (de Omaha), conhecida como Omaha Sangrenta, que teve o maior número de baixas, pois esta era a mais difícil de ser invadida por conta do cerco dos alemães. Impressionante né? Mais impressionante é a imagem que se apresentou à nossa frente quando enfim entramos no Cemitério: as quase dez mil cruzes enfileiradas e alinhadas. Quando vi, parei, congelei, fiquei toda arrepiada!

Cemitério Militar Americano, Praia de Omaha. São 9.387 cruzes enfileiradas e alinhadas, uma para cada soldado americano morto durante o desembarque/ invasão. Apesar de trágico, é lindo e emocionante.

 

Falar em 10 mil cruzes é uma coisa, ver, é outra. Materializar o número foi chocante! Aproveitando o silêncio do lugar, refleti olhando para aquela linda e grande praia, para o mar azul e tentei imaginar como deve ter sido...

Cemitério Militar Americano, Praia de Omaha.

 

Dá para acreditar que essa bela paisagem com cores vibrantes ficou assim tão cinza um dia?

Vários ataques foram feitos ao longo das praias com nomes em código: Utah, Omaha, Gold, Juno, Sword. Essas praias ainda são citadas com esses nomes. No final do dia D, mais de 135 mil homens haviam desembarcado nas praias.     Praia de Omaha no dia seguinte do dia D. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Normandy7.jpg

 

Embora a história seja trágica, o lugar é lindo e impressionante! Valeu a pena todo o tempo de viagem e o nosso cansaço.

E assim acabou nosso segundo dia de lua de mel, apaixonados, cansados e com o coração cheio de paz.

9 comentários:

  1. A minha sugestão é ir num dia e voltar no outro. Pernoitar em St-Michel e ter um jantar legal. No dia seguinte, partir para Omaha e além de visitar o Cemitério Memorial, visitar também o Museu, que tem muita história para contar e mostrar. Outra coisa que não deu tempo de visitar foi as casamatas (bunkers) usadas pelos alemães defenderem a praia.

    Ir e voltar no mesmo dia não foi o melhor, pois eu não gosto de ir só para dizer que fui, quero ir e conhecer, fazer parte do lugar por algumas horas.

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  2. Recebi a seguinte dica de uma amiga:

    "Oi, Mel! No St. Michel, não deixem de ir jantar no La Mère Poulard. As omeletes e o carneiro pré-salgado (porque come grama salgada! :) ) são famosos e valem a pena! E também experimentem comprar biscoitos de maçã com licor Calvados. São de engolir a língua! rsrsrs"

    Infelizmente, só vi a dica no dia seguinte...

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  3. Uau!! Lua de mel nota 10!! Lindoo!

    Parabéns ao casal!!

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  4. Olá,
    Gostei muito do seu blog, e principalmente do jeito com que você escreve.... parece que estou vendo esses lugares...
    na sua viagem à França, já li o primeiro e segundo dia...gostaria de ler o terceiro, quarto...e assim por diante dos dias em que vc e seu esposo passaram na França. Estive na França em abril de 2011 e de novo em abril de 2012 embarco para essa terra linda...dessa vez vou conhecer o Mont St Michel. Vou aproveitar a viagem e vou à Italia, quero conhecer Roma e Pompeia. Estou aceitando sugestões e dicas de viagem...rsrs. Um abração !!

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    1. Olá SAMI, fico feliz em saber que consigo transmitir em palavras aquilo que os meus olhos vêem e meu coração sente. Nunca é demais voltar à França, e claro, com parada em Paris! Na Itália, só conheço Veneza e Ancona (Urbino). Tenho muita vontade de viajar pela Toscana.
      Já que você vai até Pompeia, não deixe de visitar Nápoles, e quem sabe a Costa Amalfitana, aproveitando assim a proximidade da região ;-).
      Boa viagem!

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  5. Olá!! Estamos indo também de lua de mel e já íamos visitar o Monte e praia (e, por coincidência, vamos até a praia justamente no dia 06 de junho!), mas as suas dicas nos inspiraram ainda mais!! Parabéns pelo blog! Abraços.
    Renata e Luciano Castro.

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    1. Olá Renata e Luciano, desejo que a lua de mel de vocês seja inesquecível, assim como a nossa foi. Curtam bastante! Boa sorte! Abraços, Mel.

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